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Bem-vindos e Bem-vindas!! Saravá!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Do MEC

A arte de técnica
do arteSão
Mão
de prática
Arte Prática

Arte de olhos
Visão
Hão de dizer
Plástica
Modificada distância
Do que é
E que parece ser

E digo
Dane-se a
Grã-Má
ti...ti...ca:
Artes Prásticas.



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Em busca de vestígios

João 8:7 = E, como insistissem, perguntando-lhe, 
endireitou-se, e disse-lhes: 
Aquele que de entre vós está sem pecado 
seja o primeiro que atire pedra contra ela.
 

Minha cabeça cai num abismo e uma das outras assume o controle. Quem é essa? Me pergunto no dia seguinte... Tento buscar alguma fagulha de pensamento no fundo do poço e só o que vem é a frase do pobre coitado, pensando alto "Você é muito linda, o beijo que você me deu...".

É claro que ele não estava entendendo nada. Eu também não estava...

O que uma garota como eu estaria fazendo com aquele estranho num motel barato da Praça Mauá? Provavelmente fugindo. De mim... Dele...

A primeira vez tinha classe. Acordei em Laranjeiras, piano ao longe... Longe?!?!? Não!! Bem perto. Ele parou de tocar, disse que tinha café, e eu atordoada só conseguia dizer que estava atrasada - e estava mesmo, era a estréia do meu primeiro projeto solo. Quando eu voltei do banheiro ele perguntou: 

- Você perdeu alguém?

- A gente vive perdendo, né? 

- Ontem você estava correndo risco de vida...

- Você é um anjo... Como é que eu faço pra ir embora?

- Você está em Laranjeiras, é só descer.

- Obrigada...

- Tchau....

Podia ser pior, e acabou sendo. Praça Mauá, sem o menor vestígio de memória. Eu já perdi alguém e deste jeito vou acabar me perdendo também.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Desânimo

Não desisti, apenas desanimei, algumas horas;
uns dias, que seja.
Não faz mal, acho que não faz -
gostaria de eliminar o acho.

Deixe-me dizer: não há jeito: até...
Amanhã pode ser que haja, pode ser que não;
Deixe-me dizer: pode ser.
Ouvi, uma vez, um "pode ser" de sua voz fraquejada,
e não foi diferente de qualquer outro.

Pode ser que negue para salvaguardar seu coração frágil,
sua pele fina, seu sangue finito: como tu és;
deixe-me dizer: por esses dias: estou demasiadamente humano,
tal como tu negou quando ouvi de tua boca medrosamente sem cor dizer: "vai passar".

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"Como precaução, foram presos todos os jovens que olhavam fixamente para o céu."*

O céu é o limite para o sonhos. 
Voamos entre nuvens, acompanhando pássaros, 
vento no corpo e olhos fechados para sentir... 
sentir a falta do chão. 
Chão que não sustenta,
 chão que censura,
 chão que chamamos realidade e que foge à mínima sensação de leveza, sentimos todo o peso,
 a gravidade.



Grave é querer sempre sonhar. 


Sofremos. 
E sonhos podem se materializar em letras, 
que se juntam em poemas e romances que nos suspendem por segundos. 
E dizem que a literatura não enche barriga... 
o que são barrigas sem corações?

Velha piada da ditadura: 
"prendam esse tal de Aristóteles... subversivo..."**

**Por motivo de falta de fontes da wikipedia ou google acadêmico, só me veio a mente o nome desse grego. Bem provável que seja outro. Me perdi no tempo e na importância, mas fica o objetivo: Antiguidades não passam. Ai esses nefelibatas desestabilizam....

*Referência: http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/herald/brasil/alunos-da-usp-exigem-meia-fianca

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Top Dream


Essa semana tive um monte de gente do passado pipocando nos meus sonhos. Eu nunca achei que meus sonhos tivessem significado prático algum. Às vezes sonho algo relacionado ao que pensei ou vivenciei durante o dia, o que é quase uma auto indução. Outras, fantasmas enterrados surgem do abismo silencioso sem aviso prévio. 


E nesse vai e vem de vivos mortos o que acaba acontecendo é que no meio do dia você se lembra do sonho e acaba filosofando um pouco mais sobre sua vida - o que na maioria das vezes é uma perda de tempo. O top dream da semana foi o o casamento simbiótico com a pessoa que eu mais amei na vida. Mais do que a mim mesma, e por isso deu no que deu.


Em vez de sermos duas pessoas inteiras se relacionando, viramos duas meias pessoas com projeções. E o que antes era um casal, virou uma pessoa só. Mais ou menos isso. Acontece com a maior parte dos casais em maior ou menor grau, e no meu caso o grau foi extrapolado. Calamidade privada na certa. Uma tristeza.


Acabei buscando, mais uma vez, informação sobre relacionamentos simbióticos e achei um blog muito interessante. Lá, a doutora dizia que tem solução, embora afirme que seja mais fácil falar do que fazer. “Mas é só achar dentro da gente aquele lado que está perdido e recuperá-lo. Voltarmos a sermos um indivíduo por inteiro.”, afirma a médica.


E nesse momento existencialista cheguei à conclusão que nossos momentos de amantes eram mais sinceros. Ele estava comigo, eu estava com ele. E não havia mais nada lá fora. A partir do momento em que nos tornamos além de amantes, sócios, marido e mulher, além de melhores amigos e 'parceiros no crime', a coisa desandou. 


É... Não dá pra ter tudo na vida…. Já dizia o sábio... E num relacionamento, não dá para ser tudo um do outro. Tem que, primeiro, ser inteiro.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Self-Service: monte o seu

Antes de começar, uma advertência: não tenham pressa em ler, sobretudo, pelas poucas palavras.

Quero iniciar narrando acerca de um homem e a relação que vem a ter com uma prostituta. Mas, eles necessitam de nomes? Ele é rico? Casado? Procura a prostituta com quais finalidades? Seria óbvio dizer “ele quer transar!”? Ou poderíamos arriscar “ele tem problemas afetivos e paga por uma conversa”? Exerce a profissão por conveniência? Tem filhos? Reside num bairro medíocre?  E ela, será que necessita de se prostituir? Como chegou a cogitar a vender seu corpo? Ela já havia se imaginado, em algum momento de sua vida fazendo isso? Poderia ter um jeito doce e carismático quando criança, e os que a conhecem bem não poderiam imaginar o que viria a acontecer? Ou sempre fora “dada”, e sabiam que poderia fazer tudo por dinheiro? 

Como chegaram a se conhecer? Na rua. Todavia, ela estava trabalhando ou se cruzaram na rua como “civis” e não como trabalhadores? Ele descobre imediatamente que ela é uma prostituta? Ela descobre logo sua procedência social. Mas como? Pelo modo de falar do personagem, ou pelo meio de transporte que utiliza, ou pela localidade de sua residência? Eles se envolveram rapidamente. Apaixonaram-se perdidamente (e dou a palavra “perdidamente” um tom estritamente forte). Eram capazes de matar um pelo outro. Terão motivos para fazer isso? E será que farão isso? Eles moram no mesmo país. 

Muitas afinidades em comum poderia ter feito com que os personagens se aproximassem; ou poderiam não ter nada em comum, criando uma espécie de “meia metade” clichê. Uma terceira pessoa entra em cena. Qual sua procedência? Conhece bem um deles. Qual? Convive bastante com os dois. Seria importante definir um gênero para essa pessoa? Era Amigo ou perturbaria a relação instaurando ciúmes entre eles? 

Em que país eles vivem? Talvez seja de suma importância os fatos históricos. As dificuldades da relação aumentam. Um deles descobre um segredo. Mas quem descobriu e de quem descobriu? Os fatores psicológicos e metafísicos ajudam para criar identidade de identificação e um clima de densidade. Mas quais? Os três brigam. Há uma trama que culmina na morte de um deles. As tensões aumentam. Nenhum deles havia matado antes. Os dois que restaram vivos se apoiavam nessa situação?  Houve separação. Mas por quais fatores?
Anos depois se reencontram. Não tocam no assunto da morte da pessoa. Há união entre os personagens. Por medo ou cumplicidade? Suas vidas se modificaram brutalmente. Há filhos? De ambas as partes? O segredo é um desconforto para um dos dois. Qual situação atual de ambos? Trabalham e a possuem a mesma posição social de antes?  Encontraram-se no mesmo país? Eles se conhecem bem.

Por algum tempo ficam juntos. Devido à mudança, um descobre que o passado conserva somente o que quer. A angústia perpassa o caminho dos dois. Separam-se. Quem tomou a atitude? Um dos personagens morre. Morte natural ou acidental? O outro fica sabendo. Não vai ao enterro. Por quê? Alguém recebe uma caixa lacrada. Que objetos estão na caixa? A caixa não é aberta. Por que quem recebeu não pode abrir? Por impossibilidade ou por dificuldade? Há um segredo. Mas qual?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Condição de gente

Nos entendemos por gente cedo. Palavrear sensações para ouvidos outros. Para ouvir dos outros seus palavreados também.

Tem vezes
Muitas vezes
Que finjo que não entendo
Não liga, não
Faço isso pra salvar o meu momento

Tenho em mim culpa
Por tudo o que sou
Quando me comporto idiota
É porque, melhor que falar arrogante
É me salvar de mim

Aceitamos tarde a nossa condição de gente. Palavras que pouco dizem o que sentimos. Comunicação truncada.